Família Pupo… Vida sobre Rodas

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[intro-text size=”25px”]Era o último dia de campeonato em Peniche e eu queria contar essa história desde minha chegada à Portugal. Jeane, Samuel, Wagner e Miguel Pupo (a família toda menos a Domi – irmã de Miguel) e o amigo Renan estavam na área de atletas dentro do palanque (ah! nessa área só eu como jornalista e ninguém mais. Eu mereço! rs)[/intro-text]

[divider type=”thin”]Miguel Pupo decide participar da expression session e diz: “Vivi, podemos gravar depois?”. E não é que ele foi lá e venceu!? Pegamos uma carona e lá fomos até o estacionamento onde estava o motorhome da família Pupo. Os caras viajaram da Espanha, passando pela França, até Portugal numa casa sobre rodas. Um verdadeiro big brother “surfístico”…

“Nós sempre tivemos o sonho de fazer essa viagem num país legal, alugamos o motorhome lá em San Sebastian, na Espanha. Dali fomos a Hossegor (etapa francesa do WCT) acompanhando o Miguel, ele ficou em quinto lá. Foi super legal. De lá passamos na França, passeamos bastante e viemos pra Portugal pra esta última etapa aqui”, disse Wagner Pupo, pai de Miguel e motorista da casa ambulante.

Jeane, mãe de Miguel e videomaker da turma,  era a única mulher nesse time que tinha ainda o irmão e surfista Samuel e o amigo/agregado/vizinho Renan. ‘Pra quem é aventureiro vale à pena porque você pára onde quiser. Pô gostei daqui, vamos dormir aqui? Vamos!’. E dá pra aproveitar o outro dia de manhã… Com certeza a gente vai adquirir a vida de motorhome. Hotel nunca mais”. É assim que Jeane define a aventura com aquele sorrisão bacana que só ela tem.

A família Pupo tem orgulho de ser um time. “OHANA” que em havaiano significa família, este é o lema do clã que tem raízes na água salgada. Você chega à casa deles em Maresias e literalmente se sente em casa, é uma experiência impar. Eu entendo muito bem porque o Renan largou Maresias e ficou com eles por mais de um mês dentro de um carro, eu faria o mesmo.

É tudo muito leve e bem humorado, mas Miguel não fez a viagem com a família por conta dos compromissos com as competições. Mesmo assim, aproveitou para matar a saudade de casa…

“Deu para revê-los porque já fazia quatro meses que eu não ia pra casa. Não via meu pai e minha mãe havia três meses. É difícil, mas faz parte do meu trabalho. Sei que é isso que eu quero fazer, mas é bom tê-los por perto pra poder matar essa saudade”,  desabafa Miguel.

Agora o foco do surfista é a última etapa do Mundial de Surfe que começa na próxima segunda, 8 de dezembro, no Havaí.“ Com certeza é um lugar onde a gente consegue treinar bem pouco não só pelo local mas pelo crowd (muita gente querendo pegar a mesma onda). Muita gente vai pro Havaí fazer foto e todos escolhem a mesma época. Todo mundo resolve ir junto naqueles dois meses. Essa parte é complicada mas acho que faz parte da nossa história porque é um lugar histórico, onde tudo começou e nada melhor do que finalizar o ano no Havaí.”

É isso mesmo. Pipeline é o palco do fim da temporada onde Gabriel Medina – amigo e vizinho de Miguel – pode faturar o título de campeão do mundo. Miguel foi quem levou Gabriel para o Havaí pela primeira vez e lá eles se sentem em casa. Na verdade em qualquer lugar. Pode reparar, Miguel tem um biotipo que pode ser japonês, havaiano, tahitiano, índio, brasileiro… e ele diz: “que sorte, herdei isso da minha mãe”…

Todos damos risadas da declaração e como bons amigos nos despedimos. A família fica em casa dessa vez (etapa do Havaí), mas como eles dizem, Miguel nunca está sozinho!

Ohana Miguel, obrigada família!

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