Medina: uma tsunami mundial

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[intro-text size=”25px”]– O que aconteceu?
– Você viu? O brasileiro perdeu!
– Gabriel?
– Por que ele saiu antes da água?
– O quê?
– No way![/intro-text]

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Fotos: Reprodução/Instagram

“É… eu saí porque achei que eu tinha conseguido meu score (nota) e no final não foi suficiente, e… isso é competição, acontece perder. Eu já ganhei bastante, já perdi bastante. É assim meu dia a dia, ganha e perde”. Foi essa a resposta de Gabriel Medina para as indagações de mais de 30 mil pessoas incrédulas em Supertubos no último domingo (19).

O brasileiro saiu de sua bateria faltando pouco mais de 2 minutos para o término, perdeu e foi embora da praia. Ali terminava o sonho de ser campeão mundial de surf por antecipação. Duas longas horas se passaram até que Gabriel retornasse para o palanque para falar com a mídia. Os olhos vermelhos denunciavam um choro recente.

A cada resposta um nó na garganta, esse, do choro que tentava engolir frente as câmeras. O fenômeno de 20 anos é ainda um garoto e, com essa atitude firme, aproximou ainda mais o ídolo do humano. “Eu precisava tomar um banho, chorar e conversar com a minha família”.

Assim começou um bate-papo exclusivo que tive com Gabriel (tema de outro post) em seu hotel nesta segunda-feira (20) – um dia após o “inesperado”. Encontrei um Medina mais calmo, frenético no whatsapp (aplicativo de troca de mensagens por celular), emocionado ainda mas já com aquele olhar de determinação.

“A partir de agora eu vou treinar bastante, eu sei o que eu quero, Deus está fazendo as coisas Dele, a minha fé é a última que morre e eu vou tentar ate o fim”, ponderou. Eu que sou mãe de um garotinho, na entrevista de domingo (19) -, vendo Gabriel segurar o choro tive um sentimento maternal quase incontrolável. Vontade de abraçá-lo, pensei no meu filho, o Vitor.

Na entrevista do dia seguinte, ao confrontar o “fogo” no olhar dele, senti orgulho! Gabriel Medina já chegou onde nenhum outro surfista brasileiro esteve. Com seus aéreos e o surf de brincadeira ele faz história, cria sonhos, desperta esperança. Uma pequena onda que começou em Maresias e virou uma tsunami mundial.

Vai Medina!

Charles Rodrigues na bateria que desclassificou gabriel
Charles Rodrigues na bateria que desclassificou Gabriel, em Portugal (Foto: Arquivo Pessoal)
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