Sobre a Vivian

 

Antes de ser jornalista eu já era surfista, mas antes de ser surfista eu sabia que seria jornalista. Decretei aos nove anos que seria repórter!Apesar das duas paixões: jornalismo e surfe, o jornalismo esportivo veio por acaso.

Sou formada em Santos, litoral de São Paulo, turma de 97. Naquele mesmo ano fui “convocada” pelo Diretor de Jornalismo da TV Tribuna – Afiliada da Rede Globo -, na cidade. Carlos Manente foi meu mestre e quem determinou que meu destino seria a televisão. Larguei o emprego num banco. Comecei como produtora na TV Tribuna e logo virei Moça do Tempo. Fui a primeira do Brasil a falar sobre as ondas para o surfe e os ventos para o voo livre, uma revolução em termos de áudio visual naquela época. Carlos Nascimento – então editor chefe do Bom Dia São Paulo – soube da novidade e logo estreamos um quadro fixo no programa dele.

A reportagem veio junto, e com elas as matérias de surfe e comportamento para o BDSP, Jornal Hoje, Globo Esporte e SPTV. Gostei da coisa e decidi subir a serra. Conheci a ESPN e me apaixonei pelos esportes. Em 99 recebi o convite de José Trajano para integrar – como repórter – a equipe dos esportes de ação. Destino selado! O primeiro programa veio seis meses depois, “Jornal Ação”.

Apresentadora, repórter especial, editora chefe, tudo junto do jeito que eu gosto. São mais de 10 programas diferentes, ao vivo, gravados, documentários, especiais. Apesar das 20 coberturas dos X Games e outras tantas do Mundial de Surf, os esportes de ação deram lugar aos esportes convencionais e assim lá se vão quatro coberturas de Copa do Mundo e outras quatro dos Jogos Olímpicos.

Entre 2010 e abril de 2015 dirigi o Núcleo de Esportes de Ação da ESPN com mais de 30 pessoas, oito programas de TV, um programa de Rádio, website, meia dúzia de eventos ao vivo e X Games no Brasil.

Tudo e cada uma das coisas feitas do único jeito que sei: com paixão.

Por diversas vezes em todos esses anos, apesar da paixão, tive que enfrentar meus medos para contar uma boa história. Foi assim no globo da morte em 2004 com 4 motos girando em torno de mim, ou quando fui a primeira mulher a saltar de bungee jump do Elevador Lacerda, em Salvador (BA). Agora encaro mais um medo: o de compartilhar em um blog as minhas histórias e, claro, as roubadas.

Frente às câmeras, desde o meu início em 98, sempre quis ir além de narrar e contar fatos que aconteciam com os outros. Eu buscava “sentir” o que via para ser o mais fiel possível àquela história.

Se antes eu tinha muita curiosidade e encontrei preconceitos hoje sinto orgulho de ter feito e continuar fazendo parte da história dos esportes de ação no Brasil. Os últimos 16 anos foram de uma evolução incrível feita de quedas, ossos quebrados, desafios, superação, fé e treinamento. E ainda temos muito a conquistar pelos próximos anos. Apesar da popularidade e investimentos, talentos ainda encontram dificuldades no país e acabam desistindo ou deixando o Brasil em busca de melhores condições. A batalha não acabou e vou continuar fazendo a minha parte: compartilhar com vocês as histórias do passado, presente e as expectativas para o futuro dos esportes de ação e dos nossos atletas como forma de agradecer tudo o que me proporcionaram nesses anos de profissão.

Fazer parte dessa “gente” é um privilégio. Você tem que ter em seu DNA o espírito de LIBERDADE, o prazer da superação, o medo e a generosidade de compartilhar vitórias e derrotas.

E pra não perder o costume de tantos anos: Salve, Salve AMIGOS, sejam todos muito bem-vindos ao vivianmesquita.com

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